As Brasas, Sándor Márai



O húngaro Sándor Márai foi autor de mais de sessenta livros, entretanto uma das suas obras mais conhecidas no Brasil é sem dúvidas As Brasas, editado pela Companhia das Letras, que fala de amizade, amor, mágoa, e que te surpreenderá tanto pela sua despretensiosa forma narrativa, quanto pelo seu inesperado desfecho.

A obra que conta com menos de 200 páginas surpreende pela profundidade reflexiva que pode nos levar. Aqui encontramos um rico general já idoso, no fim da vida, chamado Henrik, que vive recluso em um casarão nobre afastado do centro, se preparando para receber a visita de seu melhor amigo Konrad, após um hiato de 41 anos. A narrativa propõe-se em contar como foi a juventude dos dois, passando pela vida adulta, até o momento em que se separaram e seguiram seus caminhos. Entretanto há uma mágoa enorme entre os amigos, que é explicada no decorrer da páginas. Márai escolheu narrar sua obra por meio de diálogos, entretanto o  que vemos em As Brasas é muito mais um solilóquio, em que o general detém a palavra contanto situações passadas em grandes falas, enquanto Konrad, apesar de presente, torna-se mais um ouvinte, silencioso, que nos inquieta ao permanecer quase sempre calado durante a conversa. O cenário bucólico, muito bem descrito por sinal, da região dos Cárpatos, onde a trama se encena, é a cereja do bolo e abrilhanta ainda mais o livro de Sándor Márai.


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