Sedução Ao Amanhecer, Lisa Kleypas

Por Jaci Pandora, do Recife.
Eu sou muito apaixonada pela Lisa Kleypas, de todas as autoras de romances históricos e de época publicadas no Brasil ela com certeza é minha favorita. Quando terminei a releitura de “Desejo a Meia-Noite” fiquei louca de vontade de ler “Sedução ao Amanhecer” e para minha surpresa e felicidade a releitura conseguiu ser ainda melhor que a primeira leitura.

Nesse segundo volume da série Os Hathaways, Lisa nos apresenta o desfecho da história de amor entre a frágil e doce Win e o maravilhoso cigano grandalhão Kev Merripen em uma história com uma leve inspiração no conto da Bela e a Fera, só que aqui a fera não aprisiona ninguém em seu castelo e nem é um príncipe mimado, muito pelo contrário.

Merripen é um homem com uma história difícil, o cigano cresceu sobre a tutela de um homem cruel e foi exposto durante toda a infância e boa parte da adolescência a mil tipos diferentes de violência domestica. Quando os Hathaways o encontraram ele estava gravemente ferido, abandonado por seu próprio povo para morrer a mingua. Esse tipo de realidade social deixou nele profundas feridas emocionais que muitas vezes fazem ele duvida de sua capacidade de amar.


Já Win não possui barreiras emocionais, desde o momento no qual Merripen entrou em sua vida, ainda na adolescência, ela tem por ele profundos sentimentos. O que a impede de viver seu amor pelo cigano é sua saúde frágil, um obstáculo que parece instransponível em um primeiro momento. No entanto, o que a nossa protagonista tem de frágil em matéria de saúde ela compensa em fibra moral e uma pitada de sorte e mesmo esse obstáculo é superado por ela com a ajuda de um longo tratamento.

Ao longo da vida, sempre me ocorreu que os obstáculos mais difíceis de serem vencidos não são os físicos e sim os psicológicos. Nesse romance tive a impressão que Lisa Kleypas concorda comigo. Aqui ela trabalhou muito bem essa ideia, a Win teve muita mais facilidade em transpor os obstáculos de seu corpo frágil e conquistar sua saúde física do que Merripen em transpor os obstáculos oferecidos pelo seu emocional frágil e conquistar sua saúde na alma.


O romance é muito marcado pela dificuldade dele de compreender o quanto, apesar de ter sido maltratado, continua sendo capaz e merecedor de viver um grande amor. Às vezes eu não sabia se tinha vontade de bater nele por ser tão teimoso e resistente as investidas de Win ou se queria abraçar e dizer o quanto ele é um ser humano incrível merecedor de sua própria porção de felicidade.

Foi muito enternecedor e emocionante acompanhar novamente a história desses dois e como dessa vez eu não tinha mais a angustia existencial de saber o desfecho da história dos protagonistas pude apreciar também outras nuances do romance e gostaria de falar sobre isso.

Tanto no vol. 1 da série Os Hathaways quanto nesse vol. 2 nos são apresentados como heróis homens ciganos e é sempre muito correta a forma como Kleypas aborda a cultura e as peculiaridades dessa etnia. O povo cigano por ser nômade e ter uma religião diferente do cristianismo tem sofrido nos últimos séculos todo tipo de perseguição e preconceito e aqui a Lisa problematiza essa preconceito, relativiza valores morais e religiosos ocidentais e coloca uma luz positiva sobre essa cultura.


Para mim, que sou professora de História, e me posiciono politicamente contra todas as formas de preconceito foi maravilhoso ter em mãos um romance tão bem construído que consegue ser lúdico e didático ao mesmo tempo.

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Recebemos este livro de cortesia em troca de uma opinião sincera. Muito obrigado editora:




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