As Cores da Vida

Por Jaci Pandora, do Recife

Já faz algum tempo que leio resenhas falando bem dos livros da Kristin Hannah, ressaltando o quanto ela constrói histórias profundas, com uma pegada na realidade e capazes de emocionar muito os leitores. Porém, ainda assim, não esperava dela tanto quanto recebi em As cores da vida, um livro que me fez alegrou, morrer de amor, chorar e me arrepiar dos pés a cabeça em determinado ponto.

Kristin Hannah é daquelas autoras que gosta mesmo é de vida real, de contar como as pessoas mesmo quando amam muito, de verdade, mas cometem erros e sofrem com isso, enquanto procuram remediar - às vezes conseguem - Hannah é o tipo de autora que nos lembra do quanto amar não torna ninguém perfeito e infalível assim como a vida real não é um conto de fadas açucarado no qual o final feliz vem fácil.

Aqui nós nos deparamos com a história de Winona, Aurora e Vivi Ann, órfãs por parte de mãe. As três enfrentam o desafio de serem criadas por um pai frio e sem qualquer capacidade de demonstrar emoções. Essa orfandade misturada, à ausência do pai, tornam as irmãs extremamente unidas, no entanto, como já foi dito, amar não nos impede de errar e ferir nossos entes queridos e algo acontece entre as irmãs que ameaça a manutenção desse vinculo.


Se a gente não idealiza a relação entre irmãos é impossível não perceber o quanto mágoas, invejas, rancores e frustrações se acumulam com o passar dos anos esperando uma ocasião na qual tudo vai explodir e empurrar as pessoas para uma separação ou para uma união ainda maior. No caso das irmãs Greys, a chegada de Dallas foi esse evento, a paixão entre ele e uma das irmãs se tornou a gota d’água que fez explodir uma bomba de inveja e ressentimentos.

Foi muito doloroso acompanhar a forma como as irmãs mergulharam no caos deixado pela explosão dessa bomba, assim como foi restaurador acompanhar a forma através da qual elas conseguiram encontrar formas de perdoar e manter sua unidade familiar. Elas enfrentam seus bichos, preconceitos, um pouco de ressentimentos e conseguem ainda assim permanecerem unidas como um núcleo duro de um planeta só delas.

Kristin trás para colorir a tela de sua história as cores do amor, da amizade, do drama e uma pequena pincelada de comédia aqui e ali, mas a cor mais forte do livro é a força da irmandade, da família e dos laços de fidelidade, amor e ternura. Talvez por isso As cores da vida tenha se tornado um livro tão especial de ser lido, capaz de inclusive arrepiar a epiderme da pele e da alma.

  • Adquira AQUI seu exemplar de As Cores da Vida pelo melhor preço na Amazon e ajude o site a crescer.


Recebemos esse livro como cortesia em troca de uma opinião sincera. Muito obrigado editora:


Tecnologia do Blogger.