Um romance de costumes: Madame Bovary, de Gustave Flaubert.

Madame Bovary: Costumes de Província é uma ficção com gosto de realidade, onde acompanhamos a vida privada do casal pequeno burguês Charles Bovary e Emma Rouault - a Madame Bovary.

Por Alexandre Melo, do Recife
Retrato da Princesa de Broglie, 1853 -  Jean-Auguste Dominique Ingres
A mais celebre história assinada pelo francês Gustave Flaubert foi inicialmente publicada em fascículos no ano de 1856, mas um processo de atentado a moral pública e religião interrompeu-a, que seria efetivada na íntegra apenas no ano seguinte, em 1857. 
No enredo temos Charles Bovary, uma espécie de médico sem curso, viúvo, que ao oferecer cuidados de saúde a um senhor chamado Rouault, apaixona-se por sua filha, casando com a jovem e vivendo ambos no interior.

O Sr. Bovary é um típico homem pacato, conformado com sua posição social,e sem grandes pretensões, contudo, tudo muda quando, após uma festa chique no castelo de um marquês, em que o casal fora convidado, Emma passa a alimentar o desejo de se destacar na sociedade, de viajar, ter coisas caras, de frequentar lugares glamourosos, de uma vida agitada em Paris. Esses desejos frustrados e o conformismo do marido sem poder aquisitivo, acabam por entediar a Madame de seu casamento, e baseado nesse sentimento, Flaubert tece sua narrativa que é recheada de detalhes da baixa aristocracia do século XIX e de seus costumes de provincianos.

A Madame Bovary se mostra a cada página uma mulher fútil, irresponsável, egoísta e inconstante. Desestrutura sua família por conta de seus desejos egoístas, e mergulha cada vez mais fundo em problemas decorrentes a ganância e eterna insatisfação. É difícil gostar de Emma, e ainda mais decepcionante saber que existem muitas Emma ainda hoje em algumas famílias tradicionais…
A obra de Flaubert como dito, foi taxada de imoral em sua época, mas ficou imortalizada até hoje. (O termo Bovarismo inclusive, faz alusão a sua obra e ao caráter de Emma.)

A Editora Martin Claret fez uma edição de luxo caprichada, talvez a mais bonita da obra em língua portuguesa, com capa acolchoada, que remete a elegância aristocrática tão almejada por Emma. Segue algumas imagens:






A obra tem tradução de Herculano Villas-Boas, e conta com prefácio assinado pelo Doutor em Letras Adalberto Luis Vicente. Uma edição belíssima que merece estar presente na estante de todos que amam a boa literatura.


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