Desejo à Meia Noite, Lisa Kleypas

Por Jaci Pandora, do Recife

Essa resenha precisa começar com uma confissão: por muito tempo fui preconceituosa com romances históricos. Eu adorava romances, devorava um atrás do outro, mas quando cruzava com um histórico torcia um nariz lindamente... Então uma amiga me emprestou a edição dela de Desejo à Meia-noite da Lisa Kleypas e isso mudou minha vida!
Depois desse primeiro encontro passei de uma pessoa que torcia o nariz para romances históricos para uma que abre um sorriso do tamanho da lua crescente quando se depara com cada lançamento Arqueiro e Lisa Kleypas entrou definitivamente para o rol de minhas autoras favoritas.


Desejo à meia-noite é o vol. 1 da série Os Hathaways, nele conhecemos a Amélia, uma irmã mais velha de uma trupe de meninas fora do comum e de um rapaz meio perdido na vida, o Leo. Junto com seu melhor amigo, o cigano Merripen, ela tenta de toda forma manter a família unida e saudável depois da morte dos pais e do Leo ter se tornado um alcoólatra de carteirinha com uma inclinação a colocar sua vida em risco.

Quando nos encontramos com a Amélia pela primeira vez, a vida dela não está nada fácil, Leo sumiu em Londres e ela está atrás dele com Merripen em um clube de jogatina famoso e tudo vai as mil tragédias... Parece que sempre que algo está ruim acontece alguma coisa para piorar até que nossa heroína encontra o cigano Can, o gerente do clube.
Claro que Can e Amélia sentem uma atração imediata, mas há algumas coisas separando os dois, começando pelas origens, ela pertence a uma baixa nobreza, pois seu irmão herdou um titulo de visconde, ele é cigano, uma etnia alvo de preconceitos ao longo da história. Além disso, pesa o fato de nossa heroína ser o tipo de pessoa constantemente na defensiva quando o assunto é paixão e ter como prioridade cuidar de sua família.


É muito bonito acompanhar a trajetória e a história de amor de Can e Amélia. A maneira como o jovem cigano faz da família dela o seu clã e passa a defender e cuidar de todos. É emocionante acompanhar a forma como nossa heroína encontra um ombro no qual se apoiar para cuidar das suas pessoas amadas. Leio e releio esse livro e não me canso dele, mesmo agora, três anos depois de minha primeira leitura.


E, como se contar uma história tão linda não fosse suficiente, Lisa Kleypas, ainda me brindou com um protagonista não branco, não nobre e cheio de personalidade. De todos os heróis de romances históricos que conheci depois de Desejo à Meia-Noite, Can Rohan continua sendo o meu favorito e meu sonho de consumo. Nas meia-noites da vida é com ele que mais sonho.

Este livro foi cortesia da Editora:


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