Gabo e a Crônica de uma Morte Anunciada

Por Alexandre Melo, de Recife.

O Colombiano Gabriel García Márquez toronou-se célebre graças a sua obra magnum opus Cem Anos de Solidão, considerada uma das melhores da literatura mundial. Mas Gabo (como também é chamado)  tem muitos outros bons livros em seu currículo, e hoje apresentaremos um deles, o interessantíssimo Crônica de Uma Morte Anunciada (Record, 2014, 160 pgs)

O enredo gira em torno de três grandes acontecimentos em um pequeno vilarejo: o casamento do forasteiro Bayardo San Roman com uma moça da comunidade, a espera fervorosa da população à chegada do bispo de navio, e o assassinato de Santiago Nasar. Sim, os três acontecimentos são importantes para compreendermos o que diabos levou o Nasar a ser morto naquela manhã.

A história já começa com o anuncio da morte do protagonista, e é narrada por seu primo, que conta tudo sobre os fatos ocorridos naquela fatídica manhã, baseado no testemunho de outros moradores do vilarejo, quase com um investigador. Com uma narrativa envolvente, Gabo tece uma colcha de retalhos onde vamos acompanhando o último dia de vida de Santiago, e os preparativos para a sua "morte anunciada."

A crônica apresentada não é linear, mas é sim de fácil compreensão. Aqui, Gabo fala da morte, e faz refletir sobre a nossa própria existência, em uma narrativa enxuta, o que me faz perceber que escolhi o livro perfeito iniciar-me desbravando a obra de Gabriel García Márquez, que infelizmente  nos deixou em 2014.



Em relação ao material do livro, temos ponto positivo para a Editora Record no projeto gráfico da capa da obra, que segue um padrão muito bonito, tanto na frente quanto no verso, em quase todas as obras do Gabriel publicadas por eles; há contudo um ponto negativo para o miolo do livro, que apresenta um papel amarelado, mas de baixa qualidade e um serviço de impressão que deixou bastante a desejar,  com as letras, ora borradas e escuras, ora cinzentas, parecendo fotocópia.





Crônica de Uma Morte Anunciada soma-se a outras obras latino-americanas que passei a admirar: uma história direta, de narrativa envolvente, sem excessos, na medida certa para nosso deleite. Lerei mais obras do Gabo, com certeza, e esta eu já recomendo.







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