Nove Regras a se Ignorar Antes de se Apaixonar, da Sarah MacLean

A Editora Arqueiro começa 2016 com uma nova saga de romances históricos, Nove Regras a se Ignorar Antes de se Apaixonar é o primeiro livro da saga Os Números do Amor, assinado pela Sarah MacLean. Confira o que achamos do livro.

Por Jaci Pandora, de Recife.

No começo de  2016, eu e o Alexandre resolvemos ler Shakespeare, desde então, parece que o homem está me perseguindo! Em cada livro que leio ultimamente aparece alguma homenagem ao dramaturgo! (Gente, o que é isso produção?!?!) Não é que em Nove regras a Ignorar antes de se Apaixonar (Arqueiro, 2016, 384 pgs) Sahah Maclean resolveu batizar a protagonista com o exótico nome Calpúrnia, em homenagem a esposa do Imperador romano Julio Cesar, o qual dá nome a uma das peças de Shakespeare a saber: “Julio Cesar”.


Bem, a parte esse devaneio/desabafo, quando nós nos encontramos pela primeira vez com a Calpúrnia, Callie, da Sarah Maclean ela não está nada imperial. Seu primeiro baile foi um fracasso, a alto estima dela está lá em baixo, ela chora desconsoladamente em um canto escondido do jardim onde é encontrada por Gabriel St. John, o marquês de Ralston.


Para Callie, a paixão, o desejo e o amor pelo marquês são fulminantes. Para ele, bem... nem mesmo a memória desse encontro sobrevive... E dez anos depois, a querida Callie se encontra solteirona, sem perspectiva de futuro e muito deslocada, especialmente depois de ver que sua irmã caçula está prestes a encontrar a felicidade conjugal.



Aos 28 anos Callie sente que fez tudo da forma como esperavam dela e não chegou a lugar nenhum: não conquistou o homem que amava, não viveu nenhuma aventura, não conquistou um casamento proveitoso... E ela ainda é vista como uma mulher passiva, rechonchuda, sem graça e nada pode mudar isso além dela mesma. Então ela faz uma lista de 9 coisas que ela deseja fazer a começar por beijar o amor de sua vida...

No momento no qual Callie começa a realizar os itens de sua lista a vida dela muda completamente. Ela desafia regras sociais, adentra o proibido mundo dos homens, conhece melhor o seu amado Gabriel, causa bagunças e reestabelece ordens de uma forma criativa. Ela é uma personagem luminosa, sua busca por si mesma, sua tentativa de se reinventar faz da leitura de um romance histórico cheio de clichês lindamente construídos uma experiência única.



De todas as formas possíveis me apaixonei por essa mulher com nome de Imperatriz, coração de menina e uma compulsão por aventura e paixão. Confesso que muitas vezes invejei a coragem de Callie.

E como se não fosse suficiente ter uma protagonista marcante, nós ainda temos o marquês de Ralston, Gabriel. Nossa, como não se apaixonar por esse homem gente! Cheio de traumas, marcado por uma trajetória familiar dolorosa, ele começa o livro como um libertino reconhecido o qual foge do matrimônio como o Diabo da cruz. Mas na convivência com Callie ele vai se transformando. É lindo como ele vai se apaixonando por ela lentamente. É delicioso acompanhar os encontros e desencontros desses dois, a forma como eles vão construindo sua relação.

Essa foi a minha primeira experiência com a Sarah, mas vou dizer a vocês uma coisa: vou atrás de tudo que estiver disponível dela, pois trata-se de uma autora impressionantemente envolvente. Ela constrói sua trama com tons vibrantes, um humor intoxicante que de repente vira uma narrativa emotiva e hora você ri, hora você se vê com olhos marejados.

Além dos protagonistas bem construídos, ela também constrói um núcleo de coadjuvantes extremamente carismáticos pelos quais nós torcemos muito e queremos demasiadamente descobrir as histórias de amor. Ou seja, você lê o primeiro livro da série e já quer ler a série INTEIRA!

Para concluir, só preciso deixar um aviso, geralmente os romances históricos são hots, mas a Sarah... Bem, como diria, ela é dada a descrições densas na parte erótica. Então prepare os sorrisos para as muitas partes divertidas, os lencinhos para as emocionantes e o ventilador... porque na parte quente... esse livro pega fogo! Hahahaha... E se fosse para dar uma nota de 0 a 10, “Nove regras...” mereceria 20 por todos os motivos possíveis, afinal além de ter uma história linda,  é uma edição belíssima, uma capa que tem tudo a ver com a história e além disso, é altamente colecionável para quem ama romances históricos.

Este exemplar foi cedido em troca de uma opinião sincera, pela editora :


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