Tudo e Todas as Coisas: o best-seller #1 do New York Times

Em seu livro de estréia, Nicola Yoon mostra a que veio, em um Young Adult fascinante, que já é recorde de vendas nos EUA. Chega ao Brasil Tudo e Todas As Coisas. Confira o que achamos do livro.

Por Jaci Pandora, do Recife

Você já terminou de ler um livro e abraçou ele entre um sorriso e uma lágrima? Eu sim, mas não é constantemente, apenas muito raramente, afinal não são todos os livros do mundo que conseguem o feito de emocionar e encantar, nos fazer chorar e dentro do choro colocar um sorriso como "Tudo e Todas as Coisas" (Novo Conceito, 2016, 304 p.) da Nicola Yoon consegue fazer. 


No livro conhecemos a história da Madeline Whittier, uma moça que do alto de seus 18 anos vive praticamente em prisão domiciliar. Detentora de uma doença rara, ela é alérgica ao mundo e por isso vive isolada em sua casa sob o cuidado consciencioso de sua mãe e enfermeira. A parte essa peculiaridade Madeline segue sua vida, cheia de desejos de conhecer mais do mundo, mas limitada por sua doença, para compensar ela lê MUITO mesmo e segue dia após dia assim. Bem, a vida caminhava nesse pé para a querida Maddi, um dia exatamente igual ao outro até o dia fatídico no qual aparece uma nova família para morar na casa ao lado. Salta aos olhos da moça a figura esguia de Olly, os dois trocam olhares... (E quantas vezes nessa vida basta um olhar para uma história começar?) Pois é, desse olhar se desenrola o tudo e todas as coisas de Madeline e Olly. 



Nicola é uma autora incrivelmente sensível, seu texto é uma delicia, é limpo, sem firulas ou excesso de explicações. Para contar sua história, além de sua linguagem clara, ela lança mão de desenhos, “prints” de caixas postais de e-mail, bate-papo na caixa de dialogo do gmail, trocas de e-mail entre os personagens. 




A história toda é contada em primeira pessoa pela Madeline de forma que nos tornamos amigas. Vemos partes do diário dela, anotações e até suas micro-resenhas com spoilers de alguns livros como “O senhor das moscas”, “O estrangeiro” e “O pequeno príncipe”. É uma delícia caminhar com a Madeline, uma delícia algumas vezes enternecedora outras vezes dolorosa, mas é assim que a vida é, nada é uma coisa só. 



Eu li as mais de 300 páginas de “Tudo e todas as coisas” de uma vez só, sentei na noite do dia 22 de Abril com ele na mão e por volta das 2 da madrugada tinha terminado entre o riso e o choro, abraçando forte o livro e indo dormir com a satisfação única de ter acabado de ler um livro PERFEITO em sua simplicidade e singeleza tal como “O Pequeno Príncipe” do Antoine de Saint-Exupéry, livro com o qual ela dialogou o tempo todo com uma graça difícil de se encontrar e capaz de me fazer passar o dia todo ouvindo Plácido Domingo e Rolando Villazón cantando “Perhaps Love”.




Tudo e Todas as Coisas foi editado segundo o padrão dos livros da Novo Conceito, com uma letra confortável, bom espaçamento e uma capa... Aaaah essa capa é um espetáculo a parte, uma das mais lindas de minha coleção. Não sou uma especialista no assunto, mas é como se ela fosse totalmente plastificada é gostosa de tocar, uma lindeza só! E ainda recebemos o livro com um lindo marcador de páginas transparente, como mostra na foto acima. 



Enfim, um livro lindo que eu amei!

Este livro foi gentilmente cedido em troca de uma opinião sincera, pela nossa parceira:



Tecnologia do Blogger.