A Vida Privada das Árvores, Alejandro Zambra


Alejandro Zambra entrou no meu roll de autores favoritos desde a primeira vez que li algo dele. Engraçado foi a maneira como conheci suas histórias, por meio de uma vendedora simpática que me apresentou de maneira entusiasmada Bonsai em um de meus passeios à livraria. Certo dia lembrei de sua dica e decidi ler algo do Chileno. Escolhi A Vida Privada das Árvores, editado pela Cosac Naify, para começar. E não poderia ter feito melhor. Com um título sugestivo, A Vida Privada das Árvores me mostrou um autor de narrativa simples, mas firme, poética, mas quase em prosa. Um vai-e-vem de palavras que segue o presente, o passado,o futuro e a imaginação sem enrolar, sem palavras desnecessárias. Na minha concepção, a escrita de Zambra é cativante. 


Encontramos na curta história um professor de literatura que também é escritor nos fins de semana, seu nome é Julián, ele vive com a enteada Daniela e com sua mulher Verônica. Julian assume a voz da narrativa enquanto espera de maneira angustiante Verônica voltar para casa. O pobre professor devaneia mil sugestões do destino que a esposa tomou, enveredando possibilidades trágicas, ou ainda outras em que ela o abandona. Julián segue imaginando como seria sua vida sem sua esposa.

Zambra deixa claro desde o início que o livro não vai acabar até Verônica voltar para casa. Enquanto isso, Julián, que cuida da enteada Daniela, fica lhe contando histórias fantásticas em que árvores conversam sobre muitos assuntos, tentando entreter a garota. Afeiçoamos-nos aos personagens facilmente, e a história martela na nossa mente. Como não escondi desde o inicio desse texto, Zambra conquistou-me como leitor, e pretendo ler cada livro que ele lançar por aqui. 


Alexandre Melo
@_alexandremelo

"são quase cinco da manhã e o livro continua. O livro continua mesmo que o fechem".
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