É possível reencontrar coisas perdidas: A Lista, de Cecelia Ahern



Cecelia ficou famosa com o livro P.S Eu te Amo, que inclusive foi adaptado ao cinema. Agora a Editora Novo Conceito nos presenteia com mais uma obra da escritora: A Lista, edição muito caprichada em seu acabamento, e em seu conteúdo. Quem ficou com a missão de nos apresentar um pouco mais sobre a obra foi nossa amiga Jaci Pandora. Vamos ver o que ela achou do livro? Abraço forte! 

"A Lista" não foi meu primeiro encontro com a Cecelia Ahern, então não fui surpreendida pelos lados positivos e negativos de sua forma de contar a história. O que me surpreendeu ao longo da leitura desse livro foi meu sentimento crescente de empatia com a personagem principal, a Kitty Logan, e com algumas das pessoas com as quais ela encontrou.


Quando encontramos com a Kitty, ela é uma jornalista em crise existencial, cometeu um sério erro através do qual comprometeu gravemente a vida de uma pessoa inocente, está perdendo sua melhor amiga e mentora para um câncer e seu melhor amigo está decepcionado com ela. Ou seja, Kitty está completamente sem rumo e piorando a cada dia, afinal, o câncer traga mesmo sua amiga, o seu emprego passa a correr risco iminente, o peso de sua falha a atormenta dia e noite e, honestamente, ela merece passar por tudo isso.

Porém, o livro não é um drama, tão pouco é um romance, ele está mais para o relato da jornada de amadurecimento e superação de Kitty. Pouco antes de morrer Constance, sua mentora, lhe fala sobre uma última matéria que gostaria de escrever, essa séria feita a partir de uma lista de 100 nomes de pessoas. Depois da morte dela, Kitty se propõe a ir atrás dessas pessoas, descobrir qual ligação há entre elas e escrever a última matéria de sua amiga.

Enquanto ela desvenda os mistérios da lista e tenta escrever a matéria, Kitty vai tentar também descobrir como sobreviver à perda de sua mentora, superar seu equivoco, se perdoar, ser perdoada, reencontrar sua confiança e se sentir novamente um ser humano digno do respeito das pessoas com as quais ela se importa. Não é uma jornada fácil!

E vejam bem, conquistar a confiança das pessoas não é trabalho fácil, reconquistar a confiança pode ser uma tarefa impossível. Minha mãe sempre diz: "Confiança só se perde uma vez!". Minha mãe está certa, mas lendo "A Lista" me ocorreu que às vezes é possível reencontrar coisas perdidas se procurarmos com afinco e dedicação.

É tocante acompanhar a Kitty nesse processo de procura. Ela se esforça, se desespera, erra e acerta. Descobre que para dar um passo a frente às vezes é preciso dar dois para trás. Encontra ajuda valiosa no meio do caminho, assim como buracos e armadilhas nas quais tropeça gostosamente. Ela descobre finalmente o significado de resiliência e nesse processo encontra um desfecho digno de sua jornada.

Depois de tudo isso, me parece desnecessário dizer o quanto me emocionei nesse meu reencontro com a Cecelia. Mas é absolutamente necessário registrar: encontrei comigo mesma dentro desse livro e tomei um susto. 

Entretanto, nem tudo foram flores, tenho lá meus pontos negativos. Apesar de Cecelia ser boa autora, ter ideias originais e escrever com clareza, muitas vezes ela peca pelo excesso. Ela narra uma situação e logo em seguida explica em detalhes o sentido da situação que narrou ou mesmo a situação em si. Ela peca pela redundância! Como isso me irrita nela, tantos livros depois de "P.S. Eu te amo" tinha esperanças de ler um texto mais enxuto, no mínimo uma autora mais confiante na capacidade interpretativa dos seus leitores. Putz, nada mudou quanto a isso...

Compre aqui sua edição.

Jaci Pandora

Este livro foi gentilmente cedido por nossa parceira, editora:



Tecnologia do Blogger.