Noites Brancas e meu primeiro contato com a Literatura Russa

Por Alexandre Melo, de Recife
Gravura Livio Abramo
Minha última leitura foi de um clássico do russo Fiódor Dostoiévski, um livro que sempre me foi recomendado  - e por mais de uma pessoa por onde andei-  mas somente agora tive a oportunidade de ler. Vamos conhecer então o singelo Noites Brancas.

A obra é de um texto lírico, de amor, no mais clássico sentido possível. Narra a história de dois jovens que se encontram e contam, em diálogos, as suas respectivas histórias. De um lado, um jovem solitário sem amigos e relacionamentos, que é o narrador da história; e do outro uma moça chamada Nástienka que espera ansiosamente o seu amado voltar de uma viagem e casar-se com ela. Acontece que esse cara não volta no dia prometido, o que termina por entristecer bastante a Nástienka e que com a ajuda de seu novo amigo, tenta superar tudo por meio da verdadeira amizade que desenvolvem em conversas durante as noites brancas russas. O jovem, por sua vez, apega-se tanto à moça que acaba se apaixonando.
As obras de Dostoievski já estão  domínio público. Várias editoras já publicaram livros do autor, mas optei pela bela edição publicada pela Editora 34. A Coleção Leste traz além de tudo, uma boa tradução e é ilustrada com belas xilogravuras de Livio Abramo. O livrinho realmente é elegante e segue um mesmo padrão em outras obras do mesmo autor.
 

Ao concluir o livro, achei bom, mas não espetacular. É meu primeiro contato com a literatura russa, e não sei se o título que iniciei é ou não um dos melhores do autor. Noites Brancas começa bem, dá uma decaída e depois volta ao ritmo. Existem pontos na trama que enfadam, mas outros muito bons. A obra tem bem aquele clima de romance impossível, bem característico dos livro do século XIX, mesmo assim, recomendo a leitura pois além de ser um clássico de grande valor, é curtinho.


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