Brave: a valente Merida da Pixar

Por Alexandre Melo, do Recife.

Brave (Valente na versão brasileira) é uma animação produzida pelos estúdios Pixar/Disney em 2012, e conta a história de Merida, filha dos reis escoceses Fergus e Elinor. Logo de cara, observamos que a aparente historia clichê de princesa cai por terra neste filme, pois a protagonista, a linda ruivinha de cabelos desgrenhados, recusa-se a  agir como uma princesa. O foco da trama baseia-se em sua relação conflituosa com a mãe, que é bem conservadora, e que de certa forma domina a filha, forçando-a a aceitar casar-se com um príncipe desconhecido de um dos três reinos vizinhos.


Merida é livre como um cavalo selvagem, adora o arco e flecha, odeia vestidos com espartilhos, fala de boca cheia, e definitivamente não deseja casar-se agora.  É uma jovem que foge aos padrões que lhe foram impostos. Apesar de parecer vulgar, a personagem é graciosa e espirituosa. 


A Pixar surpreendeu mais uma vez o mundo das animações, trabalhando de forma majestosa - os cenários são perfeitos, as canções não são enfadonhas, e os cabelos de Merida são um espetáculo à parte, cada detalhe, cada fio movimenta-se de forma diferente! Realmente um trabalho caprichado - O desfecho da história também é interessante,  traz consigo questões familiares, de comportamento, quebra de esteriótipos e lições de harmonia familiar. Valente apresentou a primeira princesa da Pixar, em seu 13º longa, que inclusive levou o Oscar em 2013, concorrendo ao prêmio de Melhor Animação, desbancando Detona Ralph Frankenweenie de Tim Burton, sob forte torcida do redator que vos escreve.



O filme tem sim suas falhas, a crítica apontou-as, e inclusive concordo com algumas delas. Contudo, é meu favorito da Pixar, tanto que adquiri na época o Bluray (é uma pena que a Disney do Brasil não invista em uma edição mais requintada para uma obra tão bela.) e foi minha primeira experiência em filme de alta definição, desta forma, não vai ficar tão fácil esquecer a história da bela moça ruiva, com ares de feminista, que botou Branca de Neve, e Cinderela no chinelo! Inclusive a Brenda Chapman e Mark Andrews, responsáveis pelo longa, foram receber o prêmio, irreverentemente usando um  Kilt na noite de gala, em alusão ao cenário de sua obra. 




O Bluray duplo, é uma atração à parte, mas com suas falhas: Pontos positivos para a arte dentro do estojo, e para o disco dois, recheado de extras;  pontos negativos pela ausência de luva, ou mesmo de uma edição para colecionador digna do filme, e a falta de áudio em HD. Apenas Dolby Digital 7.1 para o original em inglês e 5.1 para o dublado. Tirando isso, a autoração do disco é muito boa, os menus bem esquematizados e a qualidade da imagem sensacional! 


Valente é um filme que todos devem ver: é deslumbrante visualmente, e conta com uma boa história. Se você ainda não viu, procure, inclusive foi adicionado recentemente ao catálogo do Netflix.  Se já viu, conta aí nos comentários o que achou.  Até a próxima!!

*esta matéria foi publicada originalmente em 2013, e atualizada em 2016.
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